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Estaleiros de ribeira, por Xosé Iglesias

0 comentários 🕔11:00, 25.Jul 2016

Canto me presta ir a Lorbé e aparcar o coche frente ó peirao. Neste porto aínda se resiste á modernía un estaleiro de construción e reparación de barcos de madeira. O seu propietario, Pepe, alza o martelo e báixao coa precisión dun músico a sacar a nota máis perfecta. E soan os martelos de calafatear en Lorbé. E soan as serras e o cepillo. Tamén se sente no chan ese piso brando de terra mesturado

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Olalha

0 comentários 🕔10:00, 25.Jul 2016

A Olalha era uma mulher cheia de desamor, desencantada da vida. Porém, sempre sonhadora. Tinha os olhos escuros e o cabelo preto, a sua estatura era mais alta do habitual nas mulheres do seu contorno. Vivia numa cidade andina onde os condores podiam às vezes ser vistos. Como tantas mulheres da sua terra, casara jovem e sofrera a violência do macho durante décadas. Porém, as mulheres da sua geração começaram a se safar daqueles homens-machos e

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🔍Leia o artigo completo Nova linha de poemas sem linhas (VI)

Nova linha de poemas sem linhas (VI)

0 comentários 🕔09:00, 25.Jul 2016

Estávamos presos na teimosia de existir entre o deve de ser e o ser-se mas um vento persiste e varre-nos a venta e sopra-nos o pelo da venta pela vereda abaixo não seríamos nada não sendo nós, presos no cumprir de ser e a vontade de não ser portas fechadas a duas chaves a chave de um membro a chave de um espectro caminhos e várias ramificações com destinos diversos todos sem saída todos com entradas para caminhos sem saída

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🔍Leia o artigo completo Entrevista a Ramón Nicolás e fragmento de <em>O espello do mundo</em>

Entrevista a Ramón Nicolás e fragmento de O espello do mundo

0 comentários 🕔10:20, 21.Jul 2016

- Palavra Comum: Que é para ti a literatura (como crítico e também como criador)? - Ramón Nicolás: A literatura acompáñame, como lectura, desde a infancia e a adolescencia. Nacín nunha casa con poucos pero escolleitos libros, onde a lectura da prensa galega e estatal era algo cotián. A literatura e os libros sempre exerceron algún tipo de atracción dificilmente definible e supoño que hoxe, na miña vida, cumpre un papel tan necesario como respirar. Algo haberá,

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🔍Leia o artigo completo 5 poemas de <em>Soño e vértice</em>, de Eva Veiga

5 poemas de Soño e vértice, de Eva Veiga

0 comentários 🕔10:00, 21.Jul 2016

"Soño e vértice", da poeta Eva Veiga, conseguiu o Concurso de Poesia Concello de Carral de 2015, e foi publicado recentemente por Espiral Maior. Agradecemos à autora o envio destes 5 poemas pertencentes à sua obra para serem publicados na Palavra Comum. NOTA: a fotografia é de Alfonso Costa. *** Hai un lugar con auga e canaveiras na miña imaxinación. É un lugar de difícil acceso e non sei realmente o que alí acontece. O meu corazón detense a unha distancia prudencial e vólvese xa

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🔍Leia o artigo completo Homenaxe a Jean-Paul Sartre (e VI)

Homenaxe a Jean-Paul Sartre (e VI)

0 comentários 🕔09:40, 21.Jul 2016

Este traballo só ten un dedicando, Luís Gonçales Blasco «Foz» Nos meus arquivos estaban estas traducións que quería publicar o pasado 2015 como homenaxe a Jean–Paul Sartre, aproveitando que se cumprían tanto 25 anos do seu pasamento como os 110 de que nacera. É dicir, facer un pouco de «literatura mortuoria», en certa maneira. O arquivo perdeuse polo disco duro e só foi hai uns meses (en maio pasado) que un ex-compañeiro de traballo, experto nestas cousas

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🔍Leia o artigo completo O Limão de Chuang Tse

O Limão de Chuang Tse

0 comentários 🕔13:31, 18.Jul 2016

Mais uma vez o velho Chuang Tse se internava no bosque, silencioso e lento como um tigre dos tempos antigos. Fazia paragens no meio do caminho contemplando as folhas outonais, a luz do entardecer entre os castanheiros centenários, a lebre súbita ou o esquilo misterioso. O seu passo era majestoso e singelo ao tempo. Elevava os seus olhos ao céu respirando com todo o seu ser. De súbito um falcão olhava-o por um instante e

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🔍Leia o artigo completo Nova linha de poemas sem linhas (V)

Nova linha de poemas sem linhas (V)

0 comentários 🕔12:30, 18.Jul 2016

Fotografias de Nuno Mangas Viegas. apenas um salto, um pulo intuitivo, da cama para o chão, contra a parede, um despertar indesejado e um role de rotinas opacas, como mecanismos do amanhecer instalados prévia e cuidadosamente nas imensas camadas cutâneas de um casaco, da roupa que salta também e abre os estores rasgando os olhos com feixes alvos rápidos demais para serem filtrados o olho pausa e pensa no passo seguinte diz ao pé que poise, que amacie chão que trace os sulcos que marcam caminhos de

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🔍Leia o artigo completo Entrevista exclusiva: Paulinho duma Perna Torta – O rei da boca do lixo

Entrevista exclusiva: Paulinho duma Perna Torta – O rei da boca do lixo

0 comentários 🕔11:30, 18.Jul 2016

Paulinho duma Perna Torta – O rei da boca do lixo.* Aos 82 anos, o homem que já foi considerado “o intocável das bocas”, rompe o silêncio, conta detalhes e curiosidades de sua vida. O menino engraxate que se tornou o cafetão mais famoso de SP, na década de 1950, revela que entre uma malandragem e outra, foi o inventor da rota da ciclovia na cidade. Por Michel Yakini De São Paulo (SP). O senhor já foi uma figura

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🔍Leia o artigo completo Entrevista ao escritor e fotógrafo português José Manuel Teixeira da Silva

Entrevista ao escritor e fotógrafo português José Manuel Teixeira da Silva

0 comentários 🕔13:35, 14.Jul 2016

- Palavra Comum: Que são para ti a literatura e a fotografia? - José Manuel Teixeira da Silva: Escrevo poesia, alguma prosa, faço fotografia, mas, curiosamente, não gosto de misturar, em termos criativos, essas práticas. Não me ocorre, por exemplo, ilustrar um poema meu com uma fotografia minha. Mas sinto que, para lá de uma diferença que também me sensibiliza, existe algo de essencial em comum à poesia e à fotografia. Algo de “súbito”, como no

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Microrrizo

0 comentários 🕔12:30, 14.Jul 2016

O casaco retornara ao roupeiro com o capuz recheado de memórias. Como cada tarde, ela percorreu a casa. Alheou-se, enxertando a memória nas fibras da prenda, com o ar morto na garganta, e, no tremeluzir da esperança, achegou-se, odiou, distanciou-se, abriu a caixa cor violeta para contemplar as fotografias doutrora. Retornou à emoção e acariciou o fantasma do cabide, intensamente azul, que abrigava o volume da incógnita. Tinha parado o mundo no momento preciso de florir. O

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