Destino

0 comentários 🕔14:00, 29.Jan 2014

Quando as árvores não deixam ver o bosque é preciso sairmos a campos dilatados ou a vastos areais para olharmos o horizonte que nos dá a medida do universo e a parte que nos toca na liquefação do céu e na evaporação da água do oceano. As pingas são uma boa medida para o pensamento, essa atividade errática sobre a matéria percebida. Porque o pensamento, ainda o mais ordenado, é uma errância manifesta sobre uma objetividade governada pelo acaso ou por referências ligadas inconscientemente. Caminhamos em aparência sem rumo e os caminhos revelam aquilo que mais pesa, aquilo que mais dói e aquilo que se deseja. Conforme avançamos, o que achamos converte-se em indício dum destino surpreendente e esquivo.

Nota: Foto do autor.

Sobre o autor / a autora

Alfredo Ferreiro

Alfredo Ferreiro

(Galiza) Alfredo Ferreiro nasceu em 1969 na Corunha, onde estudou Filologia Hispânica. Pertence à Asociación de Escritoras e Escritores en Lingua Galega, à Associaçom Galega da Língua e ao Grupo Surrealista Galego. Tem participado desde os anos 90 em inúmeros recitais de poesia e colaborado em revistas galegas e portuguesas. Na atualidade trabalha como escritor e consultor tecno-cultural.

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