<em>Maré</em>, por Luís Mazás

Maré, por Luís Mazás

0 comentários 🕔14:00, 05.Mar 2014

Este poema faz parte do livro inédito:
Abjecçom a preto e branco
Resultou galardoado no Primeiro Certame de creación literaria e investigación Terra de Melide, em Novembro do 2001.
Obtivo o primeiro prémio na categoria de poesia para adultos.

Luís Mazás.

Maré,
a maré em mim neste instante
que instaura uns novos símbolos
com objectos herdados dum incêndio:
uma destruiçom voluntária
que o tempo faz necessária

Os objectos descontinuamente dispostos
na linha da memória
apresentam-se mudados
pola energia do crime

Alço os braços ao céu
e pido novas venturas:
-Caíram em cem moedas de chumbo-

Eis a escuridom que se apresenta
como a energia capaz de fazer percutir
o coraçom da terra maldita
contra a pube de umha rocha

E se a vida é umha pedra preta
imposta por cima da cabeça,
viajemos com o navio da paixom
e sem retorno atiremos as roupagens e os óculos

Já nom é preciso perceber a música medial
a reverberar nas formas cúbicas
Os sentimentos ardem ao som harmónico de mercúrio
Ardem… ardem
e o renascer dará o fruto da inocência criada.

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