<em>Poema em fogo inicial</em>, para António Cândido Franco

Poema em fogo inicial, para António Cândido Franco

0 comentários 🕔13:30, 28.Mai 2014

Para o António Cândido Franco, com afecto.

As mãos percutem no eterno,
dançam na linha nua do sol
entrando sob a pele como
espelho a ferver no sonho.
Filhos da saudade sem olhos,
indagamos no subterrâneo com
a boca iluminada de penumbra,
ourives da espera incendiária,
habitantes do fluxo onde somos
língua do invisível, livres
para amar na dilatação das
pupilas abertas dentro da carne,
irradiações de um astro anterior
aos corpos, com o coração em
fogo líquido a entrar na noite
convertida em cópula do universo.

Sobre o autor / a autora

Ramiro Torres

Ramiro Torres

(Galiza) Ramiro Torres nasceu na Corunha no 1973 e estudou Graduado Social. Tem publicado poemas na revista 'Poseidónia' e 'Agália', assim como no blogues 'A fábrica' e 'A fábrica da preguiça'. Inaugurou as edições do Grupo Surrealista Galego com o seu livro "Esplendor Arcano".

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