Poemas (I), por Kingsley Dennis

Poemas (I), por Kingsley Dennis

0 comentários 🕔14:30, 12.Nov 2014

Kingsley L. Dennis, PhD, é um sociólogo, investigador e escritor, autor de vários livros reconhecidos pela crítica: The Phoenix Generation (A Geração Fénix) (2014); Breaking the Spell (Quebrando o Feitiço) (2013); The Struggle For Your Mind (A Luta Pela Tua Mente) (2012); New Consciousness for a New World (Nova Consciência para um Novo Mundo) (2011); After the Car (Após o Carro) (2009); e o célebre Dawn of the Akashic Age (Aurora da Era Akáshica) (2013 – com Ervin Laszlo). Tem trabalhado no Departamento de Sociologia da Universidade de Lancaster (Reino Unido), assim como no campo educativo, durante vários anos, fora do Reino Unido, cinco deles em Istambul, Turquia. É autor também de numerosos artigos sobre social futures (desenvolvimento laboral), tecnologias e novos meios de comunicação, assuntos mundiais e a evolução consciente. Mora na Andaluzia. Este é o seu espaço web.

Desde Palavra Comum queremos agradecer ao autor o envio destes poemas, que se publicam na sua versão original em inglês e em tradução feita por Pedro Casteleiro e Ramiro Torres.

WARMTH

Under my covers
like a lighthouse
I feel you
when you breath.

I almost wear you
as an overcoat at night.

CALOR

Sob o meu cobertor
como um farol
sinto-te
quando respiras.

Quase te visto
como um sobretudo à noite.

THE HUNTER

The hunter
hunts for so long

That in time
he hunts

For nothing more
than the feel

of being a hunter.

O BUSCADOR

O buscador
busca tão longamente

Que chega
a buscar

Tão-só
por se sentir

buscador.

WHERE CAN YOU BE FOUND, MY LOVE?

To the Lover
in hiding –

Show yourself:
I’ll play a song for You.

I’ve come to this once great Ottoman City
To find you; to search within the mosques
That they built for the lovers of the past
To meet within (behind the morals of their
Parent’s backs). Now I’m here too for You!
Why are these meeting places now absent
Of their romance? Why could I not find you there?

I came from Prague last year looking for you.
I was searching for you in the churches of Prague too.
I heard that you used to play there with
Past lovers – is that true about you?
But I couldn’t find any traces: any
Scents, prints, reminders in these old places.
So where can you be found, my love?

I’m placing my advertisements in the local press;
Leaving notes in café bars and messages with aged
Turkish men in their pipe-smoking tea houses:
The word is out that I’m hunting for You now
And I hope that soon I’ll know where to find you.

This once great Ottoman city can disguise you
Yet it can’t hide you forever.
I came here to find you. To make love with you.
This is a declaration, a promise, a confession –
I’m after You now……!

11:17 pm
14.3.98

ONDE É QUE PODEREI ENCONTRAR-TE, MEU AMOR?

Para o Amante
escondido –

Amostra-te:
Vou tocar uma canção para Ti.

Vim para esta outrora grande Cidade Otomana
para encontrar-te; e procurar nas mesquitas
que levantaram para os amantes
do passado se encontrarem (por trás do moralismo
dos seus pais). Agora estou eu também aqui para Ti!
Por que é que estes pontos de encontro são alheios
agora ao seu romance? Por que é que não hei de encontrar-te ali?

Vim de Praga no ano passado à tua procura.
À tua procura andei também pelas igrejas de Praga.
Ouvi que ali brincavas com os amantes
do passado – será que isso é a verdade?
Mas não pude achar qualquer rastro: nada de
perfumes, pegadas ou lembranças naqueles velhos lugares.
Onde é que poderei encontrar-te, meu amor?

Vou colocando anúncios na imprensa local;
deixando notas em cafés e mensagens a velhos
turcos nas suas casas de chá para fumadores:
todo o mundo sabe que eu Te persigo agora
e espero saber em breve onde encontrar-te.

Esta outrora grande cidade Otomana pode disfarçar-te
ainda que não pode ocultar-te para sempre.
Vim aqui para encontrar-te. Para fazer o amor contigo.
Isto é uma declaração, uma promessa, uma confissão,
agora vou atrás de Ti…!

11:17 pm
14.3.98

UNFILLED

I lost the sound of the spirit;
Silence for a while.
The agony of a parent separated
From its child, anxiously
Crying in a natural way.
Internally there is a space,
Unfilled gap, breezy and deep;
Just ever so deep yet going nowhere.

The feeling of losing You, of losing yourself.
I felt this feeling for a time.
It’s this kind of time that is without
Those measured moments of hours, minutes.
Unfilled moments, breezy and deep;
Just ever so long yet stopping nowhere.

Like a lover who cannot see the beloved.
A heartbeat with no eternal peace.
Unfilled longing, breezy and deep;
Just ever so strained yet touching nowhere.

I lost the sound of the spirit;
Silence for a while.
Blowing; just blowing and drifting by,
So breezy, breezy and deep.

10:20 pm
18.10.98

VAZIO

Perdi o som do espírito;
Silêncio por um tempo.
A agonia de um pai separado
do seu filho, que de forma natural
chora ansiosamente.
Internamente há um espaço,
fenda vazia, ventosa e profunda;
sempre tão profunda mesmo sem ir a nenhures.

A sensação de perder-Te, de perder-te a ti mesmo.
Tive essa sensação durante um tempo.
É esse tipo de tempo que não tem
aqueles momentos medidos com horas e minutos.
Momentos vazios, ventosos e profundos;
sempre tão longos mesmo sem se deter nenhures.

Como um amante que não pode ver o amado.
Uma palpitação sem paz eterna.
Anseio vazio, ventoso e profundo;
sempre tão tenso mesmo sem alcançar nenhures.

Perdi o som do espírito;
Silêncio por um tempo.
Ao vento; ao vento e à deriva,
tão ventoso, ventoso e profundo.

10:20 pm
18.10.98

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