Poemas (II), por Kingsley Dennis

Poemas (II), por Kingsley Dennis

0 comentários 🕔17:30, 03.Dez 2014

Kingsley L. Dennis, PhD, é um sociólogo, investigador e escritor, autor de vários livros reconhecidos pela crítica: The Phoenix Generation (A Geração Fénix) (2014); Breaking the Spell (Quebrando o Feitiço) (2013); The Struggle For Your Mind (A Luta Pela Tua Mente) (2012); New Consciousness for a New World (Nova Consciência para um Novo Mundo) (2011); After the Car (Após o Carro) (2009); e o célebre Dawn of the Akashic Age (Aurora da Era Akáshica) (2013 – com Ervin Laszlo). Tem trabalhado no Departamento de Sociologia da Universidade de Lancaster (Reino Unido), assim como no campo educativo, durante vários anos, fora do Reino Unido, cinco deles em Istambul, Turquia. É autor também de numerosos artigos sobre social futures (desenvolvimento laboral), tecnologias e novos meios de comunicação, assuntos mundiais e a evolução consciente. Mora na Andaluzia. Este é o seu espaço web.

Desde Palavra Comum queremos agradecer ao autor o envio destes poemas, que se publicam na sua versão original em inglês e em tradução feita por Pedro Casteleiro, Tati Mancebo e Ramiro Torres.

SUCH PLACES

There are places in your soul
Where old love has made a hole
Not able to be sown up again.

It’s a space often returned to
When there’s no-one else to be with you
And silent moments are slipping into regrets.

So take a step outside the ever-turning world
To feel the memories that still burn
In their old nostalgic ways,

Yet never forget the reason why you left
For in strange wisdom Fortune knows what is best
And a severed road can never be rejoined.

Still, such places remain in your soul
Where old love has made a hole
Not able to be sown up again.

6.46pm
11.12.98

TAIS LUGARES

Há lugares na tua alma
onde o velho amor fez um rasgão
que não pode ser de novo suturado.

É um espaço a que voltas amiúde
quando não resta mais ninguém para estar contigo
e os momentos de silêncio se tornam lamento.

Dá um passo então fora deste mundo em constante mudança
para sentires as lembranças que ainda ardem
no seu antigo jeito saudoso,

Mas nunca esqueças a razão por que te foste
pois em sua estranha ciência Fortuna sabe o que é melhor
e um caminho cortado nunca pode retomar-se.

Ainda assim, restam tais lugares na tua alma
onde o velho amor deixou um rasgão
que não pode ser de novo suturado.

6.46pm
11.12.98

GLORY IN ADMIRATION

Sometimes I just
want to be alone,

like a prayer said in whispers
or a thought passing through:

Alone with myself
and comfortable with you.

Sometimes I just
need to be near to me

like sleep on the skin
and a kiss on the eyes.
There is nothing I can despise

when alone with myself
and comfortable with you.

Is it so bad, this silence?
No words to form like clay,
no language to escape and decay.

This is the deepest appreciation
– glory in admiration

when alone with myself
and comfortable with you.

8.27pm
3.3.99

GLÓRIA NA ADMIRAÇÃO

Às vezes unicamente
quero estar só,

como uma oração sussurrada
ou um pensamento que passa:

Só comigo próprio
e cómodo contigo.

Por vezes só
preciso estar perto de mim

como o sono na pele
e um beijo nos olhos.
Não há nada que possa desprezar

quando estou só comigo
e cómodo contigo.

É tão mau, este silêncio?
Não há palavras para formar como argila,
nenhuma linguagem para escapar e decair.

Este é o agradecimento mais profundo
– glória na admiração

quando estou só comigo
e cómodo contigo.

8.27pm
3.3.99

HOW TO CAPTURE BEAUTY

‘How can I capture beauty?’
you ask me.

‘Be an open-hearted hunter’
I say

‘Who upon snaring a bird
throws it back to the sky.’

‘But why?’

‘For beauty holds dear only
to a master who can share.’

20.40
7.12.99

COMO CAPTURAR A BELEZA

“Como posso capturar a beleza?”
perguntas.

“Sê um caçador de coração aberto”
digo.

“Que após capturar um pássaro
o lança de volta para o céu.”

“Mas por quê?”

“Porque a beleza só se mostra amável
com um mestre que saiba partilhar.”

20.40
7.12.99

ITS OTHER NAME

Faith is an instrument,

Sharp as a warrior’s sword
Shiny as a clean-cut diamond
Reflective as a repolished mirror.

Above all, it is yours,
Yet you must learn
How to work it

For it can be as dangerous
As all the above.

Its other name is Love.

21.35
17.7.00

O SEU OUTRO NOME

A fé é um instrumento.

Afiada como espada de guerreiro
Brilhante como um diamante puro
Reflexiva como um espelho polido.

Por cima de tudo, é tua,
Embora tenhas que aprender
Como trabalhar com ela

Porque pode ser tão perigosa
Como tudo o anterior.

O seu outro nome é Amor.

21.35
17.7.00

RARE

In those tender moments of remembrance
when you felt human in the touch of everything
and all senses seemed to be united:

in those tender moments we feel a thing rare.

23.42
3.9.04

INCOMUM

Nesses doces momentos de lembrança
quando te sentiste humano em contacto com tudo
e todos os sentidos pareciam estar unidos:

nesses doces momentos sentimos qualquer cousa incomum.

23.42
3.9.04

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