Poemas (e IV), por Kingsley Dennis

Poemas (e IV), por Kingsley Dennis

0 comentários 🕔12:30, 28.Jan 2015

Kingsley L. Dennis, PhD, é um sociólogo, investigador e escritor, autor de vários livros reconhecidos pela crítica: The Phoenix Generation (A Geração Fénix) (2014); Breaking the Spell (Quebrando o Feitiço) (2013); The Struggle For Your Mind (A Luta Pela Tua Mente) (2012); New Consciousness for a New World (Nova Consciência para um Novo Mundo) (2011); After the Car (Após o Carro) (2009); e o célebre Dawn of the Akashic Age (Aurora da Era Akáshica) (2013 – com Ervin Laszlo). Tem trabalhado no Departamento de Sociologia da Universidade de Lancaster (Reino Unido), assim como no campo educativo, durante vários anos, fora do Reino Unido, cinco deles em Istambul, Turquia. É autor também de numerosos artigos sobre social futures (desenvolvimento laboral), tecnologias e novos meios de comunicação, assuntos mundiais e a evolução consciente. Mora na Andaluzia. Este é o seu espaço web.

Desde Palavra Comum queremos agradecer ao autor o envio destes poemas, que se publicam na sua versão original em inglês e em tradução feita por Pedro Casteleiro, Tati Mancebo e Ramiro Torres.

From ‘New Seeds For Earth: Poems 2013
De Novas Sementes para a Terra: Poemas 2013

FIFTEEN

All the spires of the world
do not hold the truth.

We are the truth –
or at least a small part of it.

Embrace me –
and let us celebrate together
in silent joy

as the world rains down
in candy sound drops

amidst the tender touch
of a simple smile
that says nothing…

expects nothing.

We shrug off the world
to welcome the moment
we find ourselves in now.

Sorry I cannot say more than this.

QUINZE

Nem todos os pináculos do mundo
sustentam a verdade.

Nós somos a verdade-
ou pelo menos uma pequena parte dela.

Abraça-me
e celebremo-lo juntos
em silente alegria

enquanto o mundo chove
em doces gotas sonoras

no meio do toque suave
de um simples sorriso
que nada diz…

nada aguarda.

Ignoramos o mundo
para acolher o momento
em que nos encontramos agora.

Desculpem, não posso dizer mais do que isto.

SIXTEEN

Lifting up its bud
to catch the light
as it trickles down
and splashes on green soft floor.

There is a light for everything
within each and all –
that answers to the call
of the living flow.

So too do I catch a light in you,
as it shimmers off your dress
like a feisty imp; majestic
and childlike – exuberant yet serene.

Playful images that ricochet between us
as the grass sings and lake skimmers
walk gladly across water.

I needed your touch then more than ever.
Not only hands – flesh to kiss flesh:
breathing together; sticking together.

In such lightness there is oneness;
where doubts fade with the nightfall.

DEZESSEIS

Elevando o seu broto
para apanhar a luz
enquanto pinga e
salpica em verde chão macio.

Há uma luz para tudo
dentro de todos e cada um-
a responder à chamada
do fluxo vital.

Assim também apanho uma luz em ti,
enquanto tremeluz do teu vestido
como um diabinho irascível; majestoso
e infantil – exuberante mas sereno.

Imagens engraçadas a saltar entre nós
enquanto canta a erva e a espuma do lago
caminha alegremente sobre a água.

Precisei o teu tacto então mais que nunca.
Não só mãos – carne para beijar a carne:
respirando juntos; aferrando-nos.

Em tal leveza há unidade;
onde as dúvidas somem ao anoitecer.

THIRTY-TWO

‘I can’t help you if you don’t wake up…’

I leaned over her face and into her eyes…

I leaned into the grass and felt its fresh smell…

I pressed my face into the neck of my puppy
And nuzzled his warm living fur…

I ran my hand along the lines and curves
Of the walls that ran around and inside
My house, protecting me from the outside elements…

I ran my fingers like ballerinas along the plastic keys
Of this computer keyboard, peering into
The bright screen…

I raised my head upwards towards the lightness
Of the bellowing blue sky…

I reached for the stars, and the supernovas,
and the explosions that rage and forge the
molecules of everything – including us…

‘I can’t help you if you don’t wake up…’
‘I can’t help you if you don’t wake up…’

I rested my head gently against hers
And shared an escaping breath…

TRINTA E DOIS

“Não te posso ajudar se não acordares…”

Debrucei-me sobre a sua face e nos seus olhos…

Encostei-me na erva e senti o seu fresco aroma…

Apertei a minha face no pescoço do meu cachorro
E acariciei o seu morno pêlo vivente.

Passei a minha mão ao longo das linhas e curvas
Das paredes que corriam ao redor e dentro da
Minha casa, protegendo-me dos elementos estranhos…

Passei os meus dedos como bailarinas ao longo das teclas plásticas
Deste teclado de computador, perscrutando na
Brilhante tela…

Levantei a cabeça em direção à claridade
Do bramante céu azul…

Quis alcançar as estrelas, e as supernovas,
e as explosões que enfurecem e forjam as
moléculas de tudo – incluindo-nos a nós…

“Não te posso ajudar se não acordares…”
“Não te posso ajudar se não acordares…”

Repousei a cabeça delicadamente contra a dela
E compartilhei um suspiro que escapava…

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