Entrevista a Leandro Lamas

Entrevista a Leandro Lamas

0 comentários 🕔12:30, 18.Fev 2015

- Palavra Comum: Que supõe para ti a ilustração (e a arte em geral)?

- Leandro Lamas: A ilustraçom, em particular, parece-me umha maravilhosa maneira de interpretar e visualizar um texto. A arte é algo infinito, com umha infinidade de portas que dam a muitos terrenos e que à sua vez tenhem outras portas. A arte é umha das cousas que lhe dá “chicha” à vida.

- Palavra Comum: Como entendes o processo de criação artística?

- Leandro Lamas: Sobretudo, como algo íntimo, no que é o parto inicial, logo já é ir conduzindo e reconduzindo, confundir-se, eliminar, provar, acertar…

- Palavra Comum: Qual consideras que é -ou deveria ser- a relação entre a ilustração e outras artes (literatura, música, fotografia, etc.)? Como te sentes à hora de trabalhar com essas perspectivas?

- Leandro Lamas: Penso que está todo relacionado, ainda que cada umha destas disciplinas tem muito por explorar em si mesma, tanto como para botar toda umha vida trabalhando só numha delas, mas penso que experimentar com outras artes é mui saudável e enriquecedor.

- Palavra Comum: Tens participado em obras para crianças, como é a tua experiência nessa linha?

- Leandro Lamas: Nom mui distinto de como seria se fosse para maiores, porque penso que às vezes existe um tratamento à hora de comunicar-se com as crianças um tanto subestimável, como se nom fossem entender… O ideal é atopar esse ponto intermédio e acertado dependendo das idades do público para o que está pensado, evidentemente.

- Palavra Comum: Quais são os teus referentes criativos (desde qualquer ponto de vista)?

- Leandro Lamas: Buf! Som muitos!! Picasso, Emir Kusturica, Eduardo Galeano, Lluis Llach, José Afonso, Guillermo Arriaga, Marc Chagall, Al Pacino, Frida, Guadi Galego, Mario Benedetti, Adriana Calcanhotto, Miguel de Lira, Alejandro Iñaritu, Anna Silivonchik, Marina Anaya, Carlos Blanco… seria difícil de resumir em vinte páginas…

- Palavra Comum: Consideras que a ilustração está reconhecida como deve na sociedade? Que botas em falta neste sentido?

- Leandro Lamas: Penso que há de todo, alguns trabalhos estám mais reconhecidos que outros, mas aqui entra em jogo tamem a difusom. Ilustrar é algo que pode ser mui laborioso e que deveria estar melhor remunerado, mas está todo como está, portanto é coerente com os tempos miserentos que padecemos.

- Palavra Comum: Que caminhos (estéticos, de comunicação das obras com a sociedade, etc.) estimas interessantes para a criação artística hoje -e para a cultura galega, em particular-?

- Leandro Lamas: O caminho é, principalmente, resistir contra o vendaval que vem arrasando com toda a cultura, porque desfazer é fácil, construir… nom tanto.

- Palavra Comum: Que projetos tens e quais gostarias chegar a desenvolver?

- Leandro Lamas: Pois ando pintando encomendas personalizadas. Isto vem sendo que parto de que me contem algumha história, anedota, gostos… e eu interpreto e ilustro o que me contam. É mui gratificante. Venho de ilustrar o último de Xosé Neira Vilas e isto é algo que me enche de fachenda.

- Palavra Comum: Que achas de Palavra Comum? Que gostarias de ver também aqui?

- Leandro Lamas: Vejo que fazedes um trabalho bem interessante, seguide assi!

Sobre o autor / a autora

Ramiro Torres

Ramiro Torres

(Galiza) Ramiro Torres nasceu na Corunha no 1973 e estudou Graduado Social. Tem publicado poemas na revista 'Poseidónia' e 'Agália', assim como no blogues 'A fábrica' e 'A fábrica da preguiça'. Inaugurou as edições do Grupo Surrealista Galego com o seu livro "Esplendor Arcano".

Sem comentários

Ainda não há comentários

Ninguém deixou um comentário para este post ainda!

ESCREVA UM COMENTÁRIO SOBRE ESTE POST

Escrever um comentário 

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *