A Vida Toda (dous excertos), por Pedro Casteleiro

A Vida Toda (dous excertos), por Pedro Casteleiro

0 comentários 🕔11:33, 15.Out 2015

I.

Este é o momento
o momento em que não faz nenhum sentido
em que o poeta se debruça
do espelho

E se olha

ou olha o poço da sua sede.
Da sua desordem atómica.

II.

Agora
vivem todas as vozes.
Logo vem o silêncio
de que ninguém é cantor.

Tão breve
(O tempo todo:
A memória da sua boca.)

A sua boca uma estrela que talvez já não existe.
O tempo todo um pardal à velocidade da luz.

Pedro Casteleiro

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