Linha de poemas sem linhas (vi)

0 comentários 🕔11:45, 18.Abr 2016

Na trivialidade dos dias
existem breves portais
onde oceanos de pernas e braços cumprem
as suas funções.
Se por um lado empurram
Por outro puxam
… nos espelhos a passagem é breve
não há reflexos possíveis
nada me pára e nada me repele
tudo me atrai.
Um turbilhão possível
por entre centenas de palavras
que já ouvimos, que já dissemos, que já enjoam,
apenas por escassos segundos,
onde consigo morrer, sufocado por entre
milhões de membros.
É um efémero desaparecimento
onde acedo à imagem pouco nítida,
onde estão escritas as coordenadas
do regresso.
Depois volta-se a abrir olhos
olhar para o mar
para a areia, para o casal de mão dada,
para o fumo mais denso dos putos do lado,
e para o sol que desapareceu

Sobre o autor / a autora

João Sousa

João Sousa

(Portugal) Redactor, produtor, director, editor e músico na empresa A Besta, Músico na empresa a-nimal e Músico na empresa O Poema (A)Corda

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