Inventei uma máquina de confundir paisagens

Inventei uma máquina de confundir paisagens

0 comentários 🕔09:33, 23.Mai 2016

Inventei uma máquina de confundir paisagens e de acender estrelas nas noites escuras de Inverno. Gosto de pensar que as frias canções de acordar são preenchidas pelo silêncio triste dos símbolos.

São claras as crianças que brincam ao entardecer, inspiradas pela poesia das raízes iluminadas.

A minha voz procura o peso íntimo da água.

O desejo nu dos espaços lascivos espera o instante suave da loucura.

Nascem os bichos mordidos pelas flores do mal. Os homens cantam canções cegas dedicadas aos anjos virgens. Morrem as mulheres tristes tragando ondas sequiosas.

Uma mãe esmaga a lua.

Todo o peso do silêncio espanta as imagens. Um violino toca timbres exaustos pelo pudor.

Alimento-me de desejos puros. Beijo as tuas mãos fecundas. É esta a teoria elementar do instinto.

A espuma do teu olhar confunde-me. Sucumbo na tua boca como um adorno de linho.

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