Nova linha de poemas sem linhas (IV)

0 comentários 🕔10:30, 20.Jun 2016

Foto de Nuno Mangas-Viegas

Não havia tempo para esperar o passado
Ou encarar heranças, ou descodificar mensagens
…um constante fumo bloqueava os caminhos que os olhos não conseguiam sentir…
Um traço esverdeado entre os matizes cinzentos da tarde
Compunha a barreira entre a fuga e a perseguição:
Caía a calma, daquela que vai sufocando tranquilamente
Adormecendo as ânsias…
…não havia tempo para correr do futuro
ou sabotar coisas que dificilmente se travam.
Fugias das rugas, eu bem vi…
Compunhas versos como quem pula de sonho em sonho
Tentando fugir do inventável, do possível…
só mesmo um corpo ficava
dizendo ao tempo para esperar
independentemente de ontem já não existir brevemente

Sobre o autor / a autora

João Sousa

João Sousa

(Portugal) Redactor, produtor, director, editor e músico na empresa A Besta, Músico na empresa a-nimal e Músico na empresa O Poema (A)Corda

Sem comentários

Ainda não há comentários

Ninguém deixou um comentário para este post ainda!

ESCREVA UM COMENTÁRIO SOBRE ESTE POST

Escrever um comentário 

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *