Subcomandante Marcos, EZLN

Subcomandante Marcos, EZLN

0 comentários 🕔10:30, 19.Set 2016

Os povos indígenas lutam pelos seus direitos para se manterem como colectivo num contexto mundial que tende ao imperialismo, reivindicando que o seu património material e imaterial seja garantido, conservado e transmitido.

Em México existem centos de comunidades autóctones, no entanto é em Chiapas onde a luta acovilha mais poder. Lá foi onde se formou o EZLN (Ejército Zapatista de Liberación Nacional) que tem no subcomandante Marcos o seu máximo exponente.

Em Chiapas existem territórios autónomos que propõem modelos de convivência alternativos em que outros valores são a base para as suas relações interpessoais, intracomunitárias e extracomunitárias.

Muito mediatizado nos seus começos (anos 90) esta causa deixou de ser visível na actualidade nos meios de comunicação internacionais, que elegem e criam a informação sem haver um seguimento no tempo. Assim esta marcha zapatista que chegou das montanhas à capital não foi captada pelo microfone de nenhum conglomerado mediático (a continuação podereis escutá-lo).

Concretamente um 1º de Maio de 2006, o Subcomandante realiza uma primeira intervenção perante a embaixada de EUA em México para prosseguir, com um cordão de homens com fouces, até o Zócalo – centro neurálgico da cidade.

As reivindicações perante a embaixada não se esgotam nos seus direitos como povos, mas vão além e chocam com mais uma derivada da sociedade líquida: a migração, e concretamente aos EUA, pondo no foco a necessidade de legalização dos migrantes.

Na actualidade, esta intervenção é o contraponto a discursos surgidos desde a direita nos EUA, veja-se Trump, que pretendem impedir a imigração desde México impossibilitando a procura de melhores condições socioeconómicas.

ÁUDIO:

      2006 Subcomandante Marcos EZLN

NOTA DE PALAVRA COMUM: a foto provém da Wikipédia.

Sobre o autor / a autora

Sem comentários

Ainda não há comentários

Ninguém deixou um comentário para este post ainda!

ESCREVA UM COMENTÁRIO SOBRE ESTE POST

Escrever um comentário 

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *