No volver que seremos estamos (e VI), por Rafael Catoira

No volver que seremos estamos (e VI), por Rafael Catoira

0 comentários 🕔08:35, 20.Fev 2017

Desde a Palavra Comum agradecemos a Rafael Catoira que escolhesse este espaço para publicar, em diversas entregas, o seu poemário inédito No volver que seremos estamos.

Antigo dito da tribo Hopi:
Nós somos aqueles aos que estabamos a agardar.

***

A xeito dun final, cando nada remata.

Crepúsculo

I

No amplo berce escuro do ceo
seguir as luces que guían os astros. Ollar na noite.
Apoderarse dese astro que brilla ao lonxe,
na esquina dun universo que cabalga
a súa propia sombra
desde a primeira laparada,
sobre o brillo dese lume primeiro
onde naceu o tempo.

II

Cantas veces é lembranza o que vexo
e ao seu lonxincuo abismo asómome
para perderme no encontro!
Ver morrer o día é coma ver nacer o lume,
dilatarse no fume, espiral e labirinto,
medrar cara ás nubes e regresar ardendo no volver,
nacer.

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