“Pedras sagradas”

“Pedras sagradas”

0 comentários 🕔11:30, 12.Jun 2017

 

 

 

 

Não te prendas ao aspeto exterior
formal da palavra.
Aquele que bebeu o cálice
não pode participar da falsa liturgia profana.
Sendo um vaso de eleição,
insigne como te tens tornado
abandonarás o mundo da desdita,
os sonhos e a fama
quando a luz eucarística desça sobre ti
em forma de pomba ou Hansa.
Penetrando todos teus veículos
acharás finalmente teu Awen.
Somente quando a pedra cúbica
for lavrada com a filosofia da alma
as assas do amor crescerão
qual grinaldas, nas costas dos adaptados.

Assim dizem as lendas,
assim os grandes iniciados
decifram a linguagem áurea,
na palma da tua velha mão
ao aspeto sujo ainda apegada.

E o sol é uma esfera
e o astro que contem
alem do zero ilimitado:
criou o pensamento
que é livre em ti voando…

Não podes imaginar,
não sabes como concebé-lo,
amarrado a teu psiquismo
afogado em tuas sombras navegas.
Mas não tenhas medo
nessas águas aprofundar,
necessário é ao sucesso
limpar todo teu rosto do medo

Nos rios sagrados teu sangue lavarás
ate purificar todos os corpos etéricos.
Então o rei do mundo
teu nome há de pronunciar
livrando-te, para sempre, da morte
na que te empenhas
viajar durante longas, ilusórias eras…

No amor, na verdade e na justiça
todos os muros se quebram!

Sobre o autor / a autora

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

(Galiza)

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