Ain Soph Aur

Ain Soph Aur

0 comentários 🕔11:52, 04.Dez 2017

 

 

 

 

Ain Soph Aur

O segredo dos segredos, abrir-se-a para ti
como o grande Rumi alguma vez afirmara.
A existência das existências pode começar a ter sentido
na raiz,
ainda que no fim do túnel tua impaciência ainda aguarde
mundana, lânguida e infeliz,
como agulhas da outonal dama,
que um dia tanto inutilmente amaste.

Sabes que o rosto imenso começa a se expandir
por fim depois de intensos – estéreis debates,
é que
agora reconheces poder admirar
que em ti o cristal de luz imanifestado,
com a rosa e cruz, no logos, gravada
brotou fundo no coração
sem sequer acordá-lo
(suas vestes são azuis, seus cabelos dourados).

Dos poderes do fogo,
saberás escapar
Dos poderes húmidos da agua,
afinal uma espada
que corta o sono sonâmbulo no ar,
com o auxilio do vento
obterás,
nos raios puros do sol agregado-se a montanha.

E nada mais
apenas nada mais -
o anterior músico cantava.
Branca, salpicada de auroras
se tem tornado tua carne
agora que não existe um ser atuante
nem sequer um não-ser colossal
a quem render-lhe de costas palavras.

Deixa já de reclamar
velho maniático
acalma-te.
Estás a ponto de no verdadeiro umbral entrar:
Queima tuas sandálias
deixa de procurar estradas que nunca
alcançaram abrir mais horizontes nas tuas pálpebras.

Sobre o autor / a autora

Artur Alonso Novelhe

Artur Alonso Novelhe

(Galiza)

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