Categoria "Iolanda R. Aldrei"

Play video Samuel Pimenta apresentou “Ágora” na Crunha

Samuel Pimenta apresentou “Ágora” na Crunha

0 comentários 🕔09:30, 05.Jan 2017

Apresentação do livro de poemas Ágora na livraria Sisargas da Crunha (Galiza - Espanha), com participação de Pedro Campos (música e voz), Iolanda Aldrei, Pedro Casteleiro e o próprio Samuel Pimenta.

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo Microrrizo

Microrrizo

0 comentários 🕔12:30, 14.Jul 2016

O casaco retornara ao roupeiro com o capuz recheado de memórias. Como cada tarde, ela percorreu a casa. Alheou-se, enxertando a memória nas fibras da prenda, com o ar morto na garganta, e, no tremeluzir da esperança, achegou-se, odiou, distanciou-se, abriu a caixa cor violeta para contemplar as fotografias doutrora. Retornou à emoção e acariciou o fantasma do cabide, intensamente azul, que abrigava o volume da incógnita. Tinha parado o mundo no momento preciso de florir. O

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>Terra Mãe</em>

Terra Mãe

0 comentários 🕔12:00, 25.Mar 2015

A Nela Abella. Voz. Aboia o horizonte entre as ondas da brêtema. Pousa o Outono nos cabelos um segredo antigo. Nasce o dia pausado do amieiro. Entre as mãos, nasce o rio. Nascem a memória, o lume e o sentir. A manhãzinha é um mundo por criar com ternuras de colo e cantigas ledas. Retorno à fé da terra sem caminhos, lajes lavradas pola chuva e o vagar, acorda então a entranha e dói o dia. Medro passos na lembrança. Palpita a vida de areia e de

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>Saudade</em>

Saudade

0 comentários 🕔14:30, 24.Dez 2014

Quero sonhar à tua beira que a saudade tem cura e o tempo fronteiras trás as que resguardar-se, mas não é de silencio que se criam as vidas. Rompe o ar neste instante de texturas salgadas e regressa outro som, e regressa outra luz a esta onda de hoje. Eu conheci o vazio, as alvas mais escuras que tremiam no leito de um entrudo sem festa. Eu rabunhei a terra na procura da água, eu perdi-me no espelho e dessequei a espera, e ocultei a lua na

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>Bancos de Sonhos</em>

Bancos de Sonhos

0 comentários 🕔10:32, 19.Nov 2014

Agora que é dormitório o banco, sem crédito ou assento para o pranto, investem em sonhos e saudades povoadores sem luxo da entidade que têm por chão o frio encadeado a este leito público ignorado na cegueira da noite da cidade. E guardam três mil rostos afogados, e mais um interesse impagado, resguardados na noite do caixeiro, estes seres nascidos de um caderno de versos sobre heróis silenciados, esquecidos no dia, apagados da nómina do espectro pós-moderno. Entre a matéria escura das vidreiras que anunciam hipócrita hipoteca com

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo Fotopoema

Fotopoema

0 comentários 🕔14:32, 29.Out 2014

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>Carta aberta a um astronauta lírico</em>. Saúdo à <em>Transfusión Oceánica</em> de Xosé Iglesias

Carta aberta a um astronauta lírico. Saúdo à Transfusión Oceánica de Xosé Iglesias

1 comentário 🕔10:00, 08.Out 2014

Das águas doces e salgadas de Compostela nasceram chios de gaivota. Reinterpreto, querido Xosé, os sons da marejada interna que abrocharam na travessia da tua Transfusión Oceánica dos últimos dias do verão entre o Sar e o Sarela. Havia já nove luas que tinha sentido por vez primeira as ondas bravas da tua voz. Acarinhada polo frio da Póvoa do Caraminhal, em homenagem a Anxo Rei Ballesteros, dançava a Fonte dos Quatro Canos ritmos cálidos de música

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>O cervo do monte</em>, por Iolanda Aldrei e Xavier Ponte Casas

O cervo do monte, por Iolanda Aldrei e Xavier Ponte Casas

0 comentários 🕔10:30, 16.Jul 2014

Simbologia e tradição atlântica nas cantigas de amigo galego-portuguesas II1 Iolanda R. Aldrei e Xavier Ponte Casas (GALIZA)2 No primeiro dos artigos desta série, publicado num anterior número da Palavra Comum, tratávamos o tema dos valores simbólicos das cantigas de amigo galego-portuguesas em relação com uma tradição indo-europeia, celta, na que o feminino procura a união com o masculino para harmonizar-se com o equilíbrio universal. Como indicava Jean Markale3, a espiritualidade celta parte de um monismo organizado em

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo <em>As filhas de Dana</em>, por Iolanda Aldrei

As filhas de Dana, por Iolanda Aldrei

1 comentário 🕔10:30, 18.Jun 2014

Simbologia e tradição atlântica nas cantigas de amigo galego-portuguesas.1 As cantigas de amigo2 apresentam nas origens da literatura galego-portuguesa o relacionamento do feminino com o masculino na oposição dialética da dualidade, uma filosofia bem diferenciada da proposta mediterrânea do amor cortês provençal, de tradição platónica, oferecida pelas cantigas de amor que cultivam os mesmos autores. Num único espaço literário, numa única escola, convivem duas visões opostas do amor e do mundo. Esta dialética chega a confluir na

LEIA MAIS
🔍Leia o artigo completo Tempo andalusi, por Iolanda Aldrei

Tempo andalusi, por Iolanda Aldrei

0 comentários 🕔09:20, 28.Mai 2014

Passam os dias e os anos. Levam os tempos caminhos ao sentir da confluência. Descem os impérios até um copo do que apenas sabem pombas brancas. Elas ocupam a pedra e os silêncios, redimem na sua sombra o claro-escuro. Temos corpo sem asas. Carecemos da visão solene, do estatismo a pairar nos céus e nas idades. Ficou Al-Andalus a desenhar aromas. Bate a luz neste sonhar. Fio de água, história em rio.

LEIA MAIS