Categoria "Iolanda R. Aldrei"

🔍Leia o artigo completo <em>Kentakis’ Blues</em>, por Iolanda Aldrei

Kentakis’ Blues, por Iolanda Aldrei

0 comentários 🕔09:30, 07.Mai 2014

No ritmo dos Kentakis, em Bolanda. Nesta balada tenra rompe a bateria corações e vibram as guitarras sons de lua em rallie de decibeis namorados. O berro seco bebia fumo de cromniomância Com baloiço de cadeira a ritmo rock. Que genebra regou estas hortas de saudade? Deixa o último ritmo para mim, ou yeah!

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🔍Leia o artigo completo <em>Amor molecular</em>

Amor molecular

0 comentários 🕔10:45, 16.Abr 2014

Amor molecular, íntimo resplendor do eco errante. Desde a pétala branca ao tacto fluído do teu beijo tinge o lábio, leva caminhos e aferra à árvore com garra de alva ave, para iniciar Invernos hidrocósmicos e oxiencarnar peles de aurora. Promessa da terra branca e tenra, derrete-nos, transforma-nos e flui-nos, abraça-nos em fractais gélidos e sorve-nos no cândido esplendor de outro crepúsculo esquecido.

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Nazar bocuk

0 comentários 🕔09:30, 19.Mar 2014

I Ofereceu-me um nazar bocuk, um olho de turco que protege da inveja. Insistiu uma e outra vez, até que acabei por comprar. Não acredito nas superstições, mas tenho que reconhecer que é bonito: uma esfera azul cobalto com um íris mais claro descentrado. Nada do acontecido está relacionado com talismãs. Deve-se a uma sucessão de casualidades. Não se trata de nenhuma proteção especial, nem de qualquer força de atração. De que estás a falar? É verdade

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🔍Leia o artigo completo A noite dos raposos azuis

A noite dos raposos azuis

1 comentário 🕔09:30, 26.Fev 2014

Escurecera. Eram horas de fechar a casa e o cativo não tinha chegado ainda. Os vizinhos tinham vontade de ajudar, mas não era tempo de ajudar. Todas as pessoas queriam saber, mas não era tempo de saber. Faltava desde a manhã e era noite. Voo de coruja, olhos de raposo, faca de lua, rajadas de fuzil. A porta continuava aberta e os chios da rapina vibravam na cozinha. O barulho das galinhas dobrava o lume. Os berros dos

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🔍Leia o artigo completo A voz da marujaina

A voz da marujaina

4 comentários 🕔09:30, 12.Fev 2014

Para Marisol Casas, de olhar marinho e voz em onda. Também para Juanel Ponte, que desenha praias na sua luz, e ainda para a Concha Rousia, que sabe de almas. Para Xavier Ponte Casas, sempre. Era ele a gaivota. Foi a Conchinha que disse. Demorou mais de três quartos de século a tornar-se memória, deitar asas, e retomar corpo para visitar descendências sem lancha. As gaivotas portam espíritos de marinheiros, a Conchinha sabia. Quando escutou a história, identificou naquela cria de

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Flores

2 comentários 🕔09:00, 29.Jan 2014

Quando cheguei, fiquei surpreendida por não achar flores. Não havia. Nem nos jardins das casas, nem nas florestas. Tenho que dizer que eu procedo de uma terra na que as flores atestam o horizonte. Há tantas, que fazem parte de nós e nós sentimos nelas. As flores são a minha cor. Aqui sentia-me desbotada. Calei, porque ninguém dizia nada. Quando as outras pessoas calam, tendemos a imitar. Somos animais de rebanho, a nossa música acostuma a ser a

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New Semâ

0 comentários 🕔18:08, 15.Jan 2014

O tempo sufi da entrega molda a dança do círculo. Dervixes no Semâ universal procuramos o céu para ancorar na terra, giramos na humildade do nós, vozes da Luz . Na´t-i serîf As vozes do vento, e das aves, e da água. A harmonia dos céus na ordem que precede ao caos, no caos que precede à ordem. O resplendor da areia, o frescor do carvalho e a oliveira, do baobab e a cerejeira. O ritmo do lume dançante, o odor da praia na noitinha, a

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New Lupa, moura, meiga: minha amiga

0 comentários 🕔00:21, 01.Jan 2014

O ovo inicial era Lupária, a terra das lobas, na selvagem ternura com fanais rotos e o monte bravio das aguadeiras que chegavam desde o vale do Pico Sacro com cheiro a manancial. Lupária, a terra das saudades antigas, receptora espermática do logos, a terra dos relevos torna sol, a geografia da estirpe longa, da nossa estirpe de adúlteras, de mulheres livres, da nossa estirpe que sempre gorentou as cerejas primeiras, da nossa estirpe que paria varões e desejava filhas por simples afã de viver; da nossa raça de esperantes

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