Categoria "Letras"

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Vítrea casa

0 comentários 🕔13:00, 18.Set 2017

Servia para dormir, para comer, para conviver, para amar, para sonhar, mas havia nela um monstro que tinha um olho esquisito no meio da testa. Este ser sobrenatural estava destinado a habitar a casa, à qual se apoderara por configuração de terrenos. É que ele não queria ali ninguém e o edifício branco impunha-se na terra que chamava sua, com as suas formas rectilíneas, com os seus labirintos interiores, contra a sua vontade de que

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (1/5)

A noite de Irene (1/5)

0 comentários 🕔11:54, 13.Set 2017

A Irene Nunca escribirei o seu nome porque nomear um segredo pode destruílo. Nunca direi onde está nin como chegar á praia dos ourizos cacho. (Séchu Sende, in Made in Galiza) Só no tempo se movem as palavras e a música; mas aquilo que vive pode morrer... Mas não a quietude do violino enquanto a nota dura, Não só isso senão a coexistência, Ou digamos que o fim precede ao começo, E o fim e o começo sempre têm estado aí, Antes do começo e trás

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Visións

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Tocar unha estrela coas mans, unha estrela de mar, faime sentir e pensar que toco entre as ondas o ceo, que o tacto esvaradío do peixe é frío e suave como o pálido hálito da lúa. * O río, verde e revoltoso ancián, garda intacto no seu ventre de limo o segredo do peixe... E no terso espello da superficie, o rostro feito anacos do que nel se mira. * O sol álzase, pálido marmelo, envolto en dourada resurrección. Renovado froito que alimenta enxames de rubias abellas. Derramado mel, venérote. Dende o ángulo en

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Entrevista a Camilo Franco

0 comentários 🕔10:36, 08.Set 2017

Entrevista ao escritor, crítico teatral e jornalista galego Camilo Franco, por Estela Pan. A capa do vídeo é um excerto da fotografia de De Adrián Estévez (Estevoaei) - self made, GFDL.

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🔍Leia o artigo completo “Amarquia”, por Rosalia Rodríguez

“Amarquia”, por Rosalia Rodríguez

0 comentários 🕔14:31, 23.Ago 2017

        AMARQUIA Desperdiçar meu tempo contigo Abraçar-me ao teu mar na tempestade Ou na calma. Mergulhar até atravessar as areias movediças. Investigar os campos ou os desertos Os céus ou os infernos. Tornar-me etérea na Amarquia dos nossos beijos. Tua língua batendo nos meus sentidos: A dor mais bela já criada. Quinhentos fogos de néon. E mil e uma palavras cheias de tremores Atravessar a fogueira Sem ter medo. Medo Saltar a linha que separa a terra do mar. Cair na sua imensidão: Tempestade após a calma E chorar E morrer E nascer. Mudar a pele, E cortar-me

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🔍Leia o artigo completo OM: Entrevista a Antón Lopo

OM: Entrevista a Antón Lopo

0 comentários 🕔12:10, 21.Ago 2017

1. O libro comeza cunha cita de Lao- Tse... que facer contra esa imposibilidade de atopar o Tao? Un dos principios do Tao é que o nome que pode ser dito non é o nome eterno. É unha idea básica que, dun xeito ou doutro, empapa mesmo o pensamento occidental. Agamben, por exemplo, defende que é imposible escribir poesía e iso, precisamente, fai necesario facelo. "Om" é un libro de mediados dos anos noventa do século

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🔍Leia o artigo completo Violeta apaixonada

Violeta apaixonada

0 comentários 🕔19:08, 16.Ago 2017

O Pavel conheceu a Violeta de uma maneira totalmente fortuita. Aconteceu durante um recital poético coletivo que ele organizara. Uma das participantes disse-lhe ao ouvido que outra das poetas não viria; sofrera um pequeno acidente de trânsito. Naquele preciso momento, outro dos poetas, Anton Kirchen, apresentava-lhe uma das pessoas que acudira à leitura dos poemas daqueles seis poetas, cinco argentinos e um polaco, o próprio Pavel. — Pavel, ela é Violeta — apresentaram-lhe. Assim que lhe apresentaram

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🔍Leia o artigo completo Entrevista à poeta portuguesa Marília Miranda Lopes: “entendo a Arte como processo avassalador constante que tende a provocar fendas para construir outra coisa”

Entrevista à poeta portuguesa Marília Miranda Lopes: “entendo a Arte como processo avassalador constante que tende a provocar fendas para construir outra coisa”

0 comentários 🕔09:00, 14.Ago 2017

Marília Miranda Lopes nasceu no Porto, a 22 de Maio de 1969. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade da cidade onde nasceu. É professora prossionalizada de Língua Portuguesa do Ensino Secundário e formadora pelo Conselho Cientíco-Pedagógico de Formação Contínua nas áreas das Didácticas Especícas e das Ocinas de Escrita - Poesia e Teatro. Foi bolseira dos Serviços de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, ao abrigo do programa "Dramaturgia

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🔍Leia o artigo completo Goma, teto e chão

Goma, teto e chão

0 comentários 🕔11:30, 09.Ago 2017

“A laje é o mirante da quebrada” Renan Inquérito. Se há um acontecimento que confirma a máxima que “periferia é periferia em qualquer lugar” é ato de encher uma laje, o teto nosso de cada dia. É como uma epopeia, encher laje tem lá seus pontos altos, dignos de entrar no rol das grandes histórias universais ou, pelo menos, das prosas de buteco e do churrasquinho no fim de semana. Aqui o herói é o “mestre de obras”,

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🔍Leia o artigo completo “Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

“Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

0 comentários 🕔15:36, 02.Ago 2017

        VERSO LIVRE Uma vez sonhei alguém a me fazer rir só de olhar para mim. Um dia imaginei que andava pela rua e inventava um verso. Um dia inventei um verso e sonhei que tinha a quem dar-lho. Ele continuou andando. Vivendo. Comendo. Mas o verso era mais impaciente a cada noite. Nervoso. Dando-me pontapés na barriga. Dando-me mais e mais palavras. Como se estivesse esperando por algo que nunca chegava, Ele chutava cheio de raiva. Agora o verso está a nadar na minha barriga. De novo

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