Categoria "Crónicas"

🔍Leia o artigo completo Porque escreve?

Porque escreve?

0 comentários 🕔16:44, 13.Nov 2017

…pra não calar as vozes que ficam sussurrando no meu ouvindo. Quando ignoro ou forço me afastar delas sinto dores no peito, movimento pedra nos rins, choro sozinho sem motivo, endureço a carne, então é melhor deixar fluir. Não há crença em revolução, nem dever nenhum, nem mesmo a necessidade de ser escritor, nunca tive esse sonho, já disse antes, sempre quis ser jogador de bola, só isso. Quando muleque, em casa não havia livros, não

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🔍Leia o artigo completo Aprendendo a conviver com os mortos

Aprendendo a conviver com os mortos

0 comentários 🕔09:51, 16.Out 2017

“... A terra chama alguém pro chão. Mas eu não, eu não. Ainda não sei morrer. Ainda não sei não”. Viviane Mosé Foi uma noite intensa aquela. O ano era 2006, eu fazia parte do movimento estudantil e, por convicções caducas, participei da ocupação do prédio da reitoria. Depois de muito empurra-empurra, assembleias sem fim e descoberta de um P2 no quórum, não dormi bem. Pela manhã, fui até janela pra ver se avistava alguém e fazer uma prosa de

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🔍Leia o artigo completo Goma, teto e chão

Goma, teto e chão

0 comentários 🕔11:30, 09.Ago 2017

“A laje é o mirante da quebrada” Renan Inquérito. Se há um acontecimento que confirma a máxima que “periferia é periferia em qualquer lugar” é ato de encher uma laje, o teto nosso de cada dia. É como uma epopeia, encher laje tem lá seus pontos altos, dignos de entrar no rol das grandes histórias universais ou, pelo menos, das prosas de buteco e do churrasquinho no fim de semana. Aqui o herói é o “mestre de obras”,

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🔍Leia o artigo completo Dupla homenaxe a Antonio Gramsci e Primo Levi

Dupla homenaxe a Antonio Gramsci e Primo Levi

0 comentários 🕔10:30, 17.Jul 2017

O 27 de abril de 1937, despois de once anos nos cárceres fascistas, morría o secretario xeral do Partido Comunista de Italia, Antonio Gramsci, polo que este ano conmemórase o 80 aniversario do seu pasamento. Cincuenta anos despois, case día a día, o 11 de abril de 1987, suicidábase (?) o escritor, resistente antifascista, de orixe xudía e supervivente da Soah (estivo internado en Auschwitz durante uns 11 meses; dos 650 italianos que enviaron con

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🔍Leia o artigo completo A guerra de España: escritores e escritura nos Estados Unidos, por Robert Sayre

A guerra de España: escritores e escritura nos Estados Unidos, por Robert Sayre

0 comentários 🕔11:00, 12.Jul 2017

Robert Sayre Revue française d’Études Americains, vol. 55, nº 1, 1993, pp. 43-55 Se está claro que os anos trinta dos escritores «comprometidos» implican dúas fases distintas, tamén o está que a guerra civil que desgarrou España entre 1936 e 1939 constitúe un dos acontecementos decisivos, senón o acontecemento-clave, na segunda fase. A primeira fase ve desenvolverse unha escrita politizada, cuxo núcleo duro será e literatura denominada «proletaria» ou «revolucionaria», baixo a influencia dun partido comunista no

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🔍Leia o artigo completo Sêo Amô, Sêo Ódio e o Professor Arrependido

Sêo Amô, Sêo Ódio e o Professor Arrependido

0 comentários 🕔10:15, 07.Jul 2017

Arrependido é um professor recém-formado que trabalha numa escola pública do seu bairro. Ele é filho do Sêo Ódio, um dos primeiros moradores da Vila Sentimento. Eles vivem na mesma morada, mas brigam bastante e Arrependido vive dizendo do desejo que seu pai fosse Sêo Amô, o vizinho, pois sente inveja de Desilusão por ela ter o pai que tem. Mas isso é só na vontade e por mais que renegue seu parentesco, Arrependido tem

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🔍Leia o artigo completo Prólogo para <em>O Segredo de Sheela Na Gig</em>, de Iolanda Aldrei

Prólogo para O Segredo de Sheela Na Gig, de Iolanda Aldrei

0 comentários 🕔12:30, 22.Jun 2017

Escreve uma mulher, sem dúvida, e faz certamente para todas as pessoas interessadas no caráter político do corpo, da terra, do erotismo e da história. O segredo de Sheela-na-Gig é um livro inabordável, imenso como as nossas vulvas, onde cada verso abre um novo roteiro. Ninguém que se adentre nessa vulva enorme sairá indemne, por fortuna. A vida fecunda-se permanentemente, abrindo, desde sempre, novas moradas para quem queira evoluir e aprender, como esta que nos propõe

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🔍Leia o artigo completo <em>Tem que ser navegando a longa noite</em>, texto de Maria João Cantinho na entrega do Prémio Glória de Sant’Anna 2017

Tem que ser navegando a longa noite, texto de Maria João Cantinho na entrega do Prémio Glória de Sant’Anna 2017

0 comentários 🕔09:00, 19.Jun 2017

Quem é o terceiro que sempre caminha a teu lado? Quando conto, só estamos tu e eu Mas quando olho pela estrada branca acima Há sempre alguém a caminhar junto de ti Envolto em manto castanho, e embuçado Não sei se será homem ou mulher – Mas quem é esse do outro lado de ti?  T. S. Eliot, A Terra Devastada Quero, desde já, agradecer. Em primeiro lugar, ao júri e à família da poeta Glória de

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Chocolate Moscow

0 comentários 🕔09:00, 15.Jun 2017

“Apesar dos males que existem na Periferia, Periferia também tem seu lado bom...” Consciência Humana Periferia tem seu lado bom Ando um tanto desacreditado com a falta de humanidade dentro do trem, onde a cena diária é ver a moçada do batente fazendo da marmita seu escudo pra conseguir um lugar pra sentar, da Estação da Luz até alguma beirada qualquer. É triste pela treta, mas, ao mesmo tempo, é digno querer voltar do trabalho sentado, nénão? Algumas

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🔍Leia o artigo completo Pelo roteiro da Galiza universal de Rosalia de Castro

Pelo roteiro da Galiza universal de Rosalia de Castro

0 comentários 🕔11:00, 12.Jun 2017

NOTA: artigo publicado em 2003 na revista de literatura da Universidade Centro de Guarapuava (Estado do Paraná, Brasil). A figura e a obra de Rosalía de Castro são inesgotáveis nessa universalidade que seus leitores constatarão, como é demonstrado pelo jovem escritor brasileiro, Andityas Soares de Moura, que foi além da leitura da poeta galega para abarcar várias dimensões de sua obra. A importante e sugestiva incursão de Andityas como leitor, antologizador e tradutor faz uma descoberta

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