Categoria "Narrativa"

🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (2/5)

A noite de Irene (2/5)

0 comentários 🕔12:03, 20.Set 2017

II Os ouriços Os ouriços cacho vinham aos milhares à praia perdida. As nuvens avermelhadas contemplavam a congregação fascinante. Era como uma cita oculta dos inumeráveis sonhos da aldeia. Cada ouriço era a expressão de um secreto anelo. Irene gostava de contemplar aquele espetáculo noturno. Quando havia lua cheia, a luz refletia-se nos seus espinhos a refulgir, um cintilar envolvente sobre a praia. Irene passeava-se descalça entre eles sem medo de que a pudessem mancar. Aqueles dias

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Vítrea casa

0 comentários 🕔13:00, 18.Set 2017

Servia para dormir, para comer, para conviver, para amar, para sonhar, mas havia nela um monstro que tinha um olho esquisito no meio da testa. Este ser sobrenatural estava destinado a habitar a casa, à qual se apoderara por configuração de terrenos. É que ele não queria ali ninguém e o edifício branco impunha-se na terra que chamava sua, com as suas formas rectilíneas, com os seus labirintos interiores, contra a sua vontade de que

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (1/5)

A noite de Irene (1/5)

0 comentários 🕔11:54, 13.Set 2017

A Irene Nunca escribirei o seu nome porque nomear um segredo pode destruílo. Nunca direi onde está nin como chegar á praia dos ourizos cacho. (Séchu Sende, in Made in Galiza) Só no tempo se movem as palavras e a música; mas aquilo que vive pode morrer... Mas não a quietude do violino enquanto a nota dura, Não só isso senão a coexistência, Ou digamos que o fim precede ao começo, E o fim e o começo sempre têm estado aí, Antes do começo e trás

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🔍Leia o artigo completo Violeta apaixonada

Violeta apaixonada

0 comentários 🕔19:08, 16.Ago 2017

O Pavel conheceu a Violeta de uma maneira totalmente fortuita. Aconteceu durante um recital poético coletivo que ele organizara. Uma das participantes disse-lhe ao ouvido que outra das poetas não viria; sofrera um pequeno acidente de trânsito. Naquele preciso momento, outro dos poetas, Anton Kirchen, apresentava-lhe uma das pessoas que acudira à leitura dos poemas daqueles seis poetas, cinco argentinos e um polaco, o próprio Pavel. — Pavel, ela é Violeta — apresentaram-lhe. Assim que lhe apresentaram

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🔍Leia o artigo completo «Quando me deixaste fiquei no escuro»

«Quando me deixaste fiquei no escuro»

0 comentários 🕔09:38, 24.Jul 2017

No fim daquela tão agradável conversa, voltando ao hotel ele propus passarem a noite juntos, mas ela rejeitou a proposta com uma desculpa qualquer. Considerada e distante à vez, mandou um beijinho pelo ar e abandonou o elevador. Ele entrou no seu quarto e, ademais de invadido por uma acre confusão, não encontrava o modo de fazer funcionar o cartão para ligar a luz. Depois de inúmeras tentativas, resolveu que despir-se sozinho e ter que fazê-lo sem luz já dava

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🔍Leia o artigo completo Cuspidiños

Cuspidiños

0 comentários 🕔09:00, 05.Jul 2017

E non sabes con quen me atopei? Coa Sabela, a do Roxo. Si, ía ben de tempo sen vela, porque seica viviu anos na cidade, pero agora volveu, contoumo ela. No supermercado. Vina no súper, quero dicir. Ten un cativo, un... Logo chego a iso. Non, ao neno non lle pasa nada, meu pobre, déixame explicarche. Pois vina no súper e funlle falar. Contoume iso, a nai morreu e ela decidiu volver e instalarse na

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🔍Leia o artigo completo O gato de Hilario

O gato de Hilario

0 comentários 🕔09:30, 03.Jul 2017

Hilario volveu de América máis pobre que marchara. Para disimular a súa frustración, presumía diante dos colegas de ter vivido en Brooklyn un sen fin de aventuras; ata de pertencer a unha famosa banda de gángsters alá polos dourados anos vinte. No asalto a una importante xoiería, os dividendos do roubado reportáranlle a Hilario un diamante purísimo do tamaño dun ovo de paspallás. Mais por mor dunha delación, a banda caera en mans da policía, agás

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🔍Leia o artigo completo “No mar maior”, por Henrique Marques Samyn

“No mar maior”, por Henrique Marques Samyn

0 comentários 🕔09:15, 09.Jun 2017

nom hei barqueiro nem remador Já veio a esta praia muitas vezes. Assim faz sempre que está deprimida ou melancólica: aqui é vazio, silencioso, e por isso ela se sente bem. Brinca com as conchas, pegando as que parecem mais bonitas e alinhando-as de muitas formas; as menores, devolve ao mar, mesmo sabendo que as ondas em algum momento as deixarão outra vez na areia. Sabe que os arranjos de conchas serão desfeitos, sabe que

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Play video Teresa Moure no Raias Poéticas 2017

Teresa Moure no Raias Poéticas 2017

0 comentários 🕔15:06, 07.Jun 2017

No passado mês de Maio tive a oportunidade de participar no Raias Poéticas ~ Afluentes Ibero-Afro-Americanos de Arte e Pensamento fazendo parte de uma delegação galega composta por Ramiro Torres, Teresa Moure e Tiago Alves Costa. Este é o quarto do cinco vídeos que compõem o nosso contributo plural. Este evento nasceu, segundo as palavras o Luís Serguilha, há seis anos para «_________potencializar a criatividade artística, o pensamento como experiência dançante, a interrelacionalidade, a sismologia das sensações,

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🔍Leia o artigo completo Germano Almeida e a retranca tropicalista

Germano Almeida e a retranca tropicalista

0 comentários 🕔11:37, 07.Jun 2017

Gigante na humanidade e imenso na escrita, o Germano gasta bisturi bem humorado. Encobre várias sabedorias mas indissimula um conhecimento profundo de terra e gentes das ilhas dele, para lavrando frases limpas entrar nas vidas públicas e privadas –e acima de tudo, contar. Assim leva mais de trinta anos historiando esse mundo e provando que é um magnífico escritor, à cabeça de uma etapa completamente nova na rica literatura do seu país. Seu o fabuloso

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