Categoria "Narrativa"

Play video Nova edição de Scórpio apoiada pela Rede

Nova edição de Scórpio apoiada pela Rede

0 comentários 🕔15:57, 30.Out 2017

«Em 1987 Ricardo Carvalho Calero publica o romance Scórpio que maravilha o mundo cultural galego e recebe o Prémio da Crítica de narrativa. Depois, o silêncio pola sua escolha ortográfica. Três décadas mais tarde, a Através Editora publica de novo o livro consciente da sua enorme qualidade literária e do seu extraordinário valor de memória histórica na recriaçom do primeiro terço do século XX. Quem é o enigmático Scórpio? Quem é esse rapaz que cresce no

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (5/5)

A noite de Irene (5/5)

0 comentários 🕔11:00, 11.Out 2017

V Noite Nos dias seguintes levou-se adiante o processo rápido da hibernação. Era necessário despertá-la num tempo não superior a uma semana, mas isto nunca chegou a suceder. Contrariamente a muitos outros casos, a reanimação não foi possível. Eva sofreu uma estranha comoção. O seu projeto tinha fracassado. A sua eficácia aparecia agora como um paradoxo. Não conseguia esquecer as palavras de Irene: não sabes quem és. Recorda. Para que fazes o que fazes? Eva experimentou por primeira vez

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (4/5)

A noite de Irene (4/5)

0 comentários 🕔12:08, 04.Out 2017

IV Hibernação Irene estava preparada para passar á fase de hibernação induzida. Era uma fase breve, mas perigosa, pois significava adentrar-se na morte por um período curto, apenas uns dias, com o fim de proceder, por um lado, á cópia de toda a memória contida no cérebro e nas diferentes células e, por outro lado, proceder ás modificações génicas necessárias para a nova vida. Eva acompanhava-a com condescendência e amabilidade e Irene, em nenhum momento parecia incomodada pela

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (3/5)

A noite de Irene (3/5)

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III (Interstício) Porque haveria um tempo para semear e recolher e um tempo para a união e um tempo para a separação Porque haveria um tempo para que o uno se desdobre E um tempo para que o duplo se reúna E haveria um tempo para além do tempo Um tempo para calar as palavras E um tempo para os gemidos E um tempo para os latidos E um tempo para a respiração Porque haveria um tempo para dizer as palavras, para a mais antiga franqueza que surge

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (2/5)

A noite de Irene (2/5)

0 comentários 🕔12:03, 20.Set 2017

II Os ouriços Os ouriços cacho vinham aos milhares à praia perdida. As nuvens avermelhadas contemplavam a congregação fascinante. Era como uma cita oculta dos inumeráveis sonhos da aldeia. Cada ouriço era a expressão de um secreto anelo. Irene gostava de contemplar aquele espetáculo noturno. Quando havia lua cheia, a luz refletia-se nos seus espinhos a refulgir, um cintilar envolvente sobre a praia. Irene passeava-se descalça entre eles sem medo de que a pudessem mancar. Aqueles dias

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🔍Leia o artigo completo Vítrea casa

Vítrea casa

0 comentários 🕔13:00, 18.Set 2017

Servia para dormir, para comer, para conviver, para amar, para sonhar, mas havia nela um monstro que tinha um olho esquisito no meio da testa. Este ser sobrenatural estava destinado a habitar a casa, à qual se apoderara por configuração de terrenos. É que ele não queria ali ninguém e o edifício branco impunha-se na terra que chamava sua, com as suas formas rectilíneas, com os seus labirintos interiores, contra a sua vontade de que

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🔍Leia o artigo completo A noite de Irene (1/5)

A noite de Irene (1/5)

0 comentários 🕔11:54, 13.Set 2017

A Irene Nunca escribirei o seu nome porque nomear um segredo pode destruílo. Nunca direi onde está nin como chegar á praia dos ourizos cacho. (Séchu Sende, in Made in Galiza) Só no tempo se movem as palavras e a música; mas aquilo que vive pode morrer... Mas não a quietude do violino enquanto a nota dura, Não só isso senão a coexistência, Ou digamos que o fim precede ao começo, E o fim e o começo sempre têm estado aí, Antes do começo e trás

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🔍Leia o artigo completo Violeta apaixonada

Violeta apaixonada

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O Pavel conheceu a Violeta de uma maneira totalmente fortuita. Aconteceu durante um recital poético coletivo que ele organizara. Uma das participantes disse-lhe ao ouvido que outra das poetas não viria; sofrera um pequeno acidente de trânsito. Naquele preciso momento, outro dos poetas, Anton Kirchen, apresentava-lhe uma das pessoas que acudira à leitura dos poemas daqueles seis poetas, cinco argentinos e um polaco, o próprio Pavel. — Pavel, ela é Violeta — apresentaram-lhe. Assim que lhe apresentaram

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🔍Leia o artigo completo «Quando me deixaste fiquei no escuro»

«Quando me deixaste fiquei no escuro»

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No fim daquela tão agradável conversa, voltando ao hotel ele propus passarem a noite juntos, mas ela rejeitou a proposta com uma desculpa qualquer. Considerada e distante à vez, mandou um beijinho pelo ar e abandonou o elevador. Ele entrou no seu quarto e, ademais de invadido por uma acre confusão, não encontrava o modo de fazer funcionar o cartão para ligar a luz. Depois de inúmeras tentativas, resolveu que despir-se sozinho e ter que fazê-lo sem luz já dava

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Cuspidiños

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E non sabes con quen me atopei? Coa Sabela, a do Roxo. Si, ía ben de tempo sen vela, porque seica viviu anos na cidade, pero agora volveu, contoumo ela. No supermercado. Vina no súper, quero dicir. Ten un cativo, un... Logo chego a iso. Non, ao neno non lle pasa nada, meu pobre, déixame explicarche. Pois vina no súper e funlle falar. Contoume iso, a nai morreu e ela decidiu volver e instalarse na

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