Categoria "Poesia"

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Ondas

0 comentários 🕔09:30, 27.Abr 2017

* POEMA DE RAMIRO TORRES Matéria líquida em assombro nu, navegações do sol entre o olho da água, casa sem idade para as nossas brânquias a assomar no sonho: este é o universo em pausa infinita de luz, despossessão absoluta, fundação instantânea da única visão libertada, raiz de todo movimento na leveza da Realidade.

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🔍Leia o artigo completo A propósito d’ <em>A razão do perverso</em>, de Mário J. Herrero Valeiro

A propósito d’ A razão do perverso, de Mário J. Herrero Valeiro

1 comentário 🕔12:09, 24.Abr 2017

O poemário começa com aquilo que é interdito, como sendo os “mandamentos” do poeta do nosso tempo, aqueles de uma religião imposta: “nunca comerás terra / nunca beberás leite / nunca escreverás / sobre o sexo do país / nunca lamberás / as conas das poetas / nunca buscarás / as suas cuecas / entre as néscias palavras, / nunca vomitarás / no umbigo / do nosso Octavio Paz.” E isto dá pé para questionar

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🔍Leia o artigo completo Entrevista a Quim Farinha (Talabarte) sobre <em>Fake</em>

Entrevista a Quim Farinha (Talabarte) sobre Fake

0 comentários 🕔09:02, 24.Abr 2017

- Palavra Comum: Como foi o processo de trabalho de Fake? - Quim Farinha (Talabarte): Deu começo há quase dous anos (ano e meio antes da saída do disco), quando estávamos a fazer umha gira na que misturávamos música e cozinha, empregando como fio condutor certas histórias de um livro chamado "Notas de cozinha de Leonardo da Vinci". Este fantástico livro dá a conhecer umha série de receitas do mestre renascentista, assim como alguns inventos que

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🔍Leia o artigo completo “A língua da musa”

“A língua da musa”

0 comentários 🕔09:30, 20.Abr 2017

Tradução: Vem o amigo F. D. e não ouve aquilo que não bem tenho para dizer-lhe. Meu amigo é surdo perante quem melhor devia é ficar mudo, o amigo que me queima e me arrasta por uma encosta fascinante que arde. Meu amigo é fiel, mas eu nem sei a quem. Talvez a uma musa que me elude e me não concede uma baila, ninfeta decorosa que não quer dançar com velhos de corações artríticos e

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🔍Leia o artigo completo “A Crosta”, por Hirondina Joshua e Jaime Munguambe

“A Crosta”, por Hirondina Joshua e Jaime Munguambe

0 comentários 🕔09:00, 20.Abr 2017

A escrita autêntica deve desbravar os muros do inventado. Abrir novas paisagens e trazer o inesperado, o projecto do encanto e a filosofia. Fatiga a arte que se repete e se compete. Há sim uma necessidade premente dela renascer, reluzir como um astro com raízes terrenas do intimismo. Há sim um decreto por cumprir, o da invenção da sociedade na escrita e não da escrita à sociedade. O poeta não é digno de engenhar os

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Play video Apresentação no Porto de <em>Caudal de relâmpagos</em>, de Amadeu Baptista

Apresentação no Porto de Caudal de relâmpagos, de Amadeu Baptista

0 comentários 🕔09:30, 17.Abr 2017

Foi um prazer acudir à apresentação da nova obra do amigo Amadeu Baptista, uma seleção pessoal de poemas a partir dos seus mais de trinta e cinco anos de trabalho poético. Mais um manual imprescindível para os amantes da boa poesia aquém e além do Minho, e sem dúvida um dos favoritos desde já na minha biblioteca. Foi no ano 1994 que conheci o Amadeu Baptista no Festival da Poesia no Condado de Salva-Terra do Minho,

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🔍Leia o artigo completo “Peles especuladas”, de Paula Gómez del Valle, em diálogo com poemas de Ramiro Torres e Alfredo Ferreiro

“Peles especuladas”, de Paula Gómez del Valle, em diálogo com poemas de Ramiro Torres e Alfredo Ferreiro

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Corpos tecidos com luz cicatrizada, hipnose da realidade unida no ponto certo em que se abrem as pétalas da insurgência, equilíbrio subtil do visível e o fragor absoluto do sonho, cosmologia explodindo entre as estrelas interiores do existente. Ramiro Torres * Existe uma densidade na pele do mundo que me aterra, uma memória cicatrizada nos gritos de bichos diminutos e no silêncio do húmus ultrajado mas sempre fecundo. Por toda a terra o nosso umbigo aparece em cada furo de grilo e o nosso mamilo floresce no cimo de um monte coroado pelo sol. Pode

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🔍Leia o artigo completo Poemas de <em>Fado Maior</em>, de Hélder Joaquim Gonçalves

Poemas de Fado Maior, de Hélder Joaquim Gonçalves

1 comentário 🕔11:30, 13.Abr 2017

Fado Maior. Letras para fados tradicionais é um livro de Hélder Joaquim Gonçalves, publicado por Lua de Marfim em Junho de 2016. Nascido em 1951, na cidade de Portimão, onde reside, é, desde 1987, professor de Português do ensino secundário. Atualmente, leciona na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, em Portimão. Desde a Palavra Comum agradecemos ao autor a sua disponibilidade para publicar aqui estes excertos da sua obra. *** TODO O AMOR NASCE ETERNO Música: Fado Tango – Joaquim

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O impredicíbel, poema inédito

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Se camiñamos xuntxs terás que saber que Podo ir soa. Pero vou ir contigo. Coñecer a razón pola que me amas E recoñecer que eu te amo. Sosteño subterfuxios coa man para reterme no underground Tirar ao centro Deixalos caer Atoparme en pé debaixo do abismo. Saír da narratividade clásica e escribir un novo drama: A deconstrución de Electra, Matar o pai e non vingalo. Novedades Carminha cántano. E eu báiloo. Retrocedo un día E véxoo Sabendo da mentira De esquecelo. NOTA: a fotografia é de Trash Riot.

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🔍Leia o artigo completo <em>O Pranto da Estátua</em> por Khalillulah Khalili

Featured O Pranto da Estátua por Khalillulah Khalili

0 comentários 🕔10:30, 06.Abr 2017

Khalilulah Khalili (1907-1987) foi um dos grandes poetas afegãos do século vinte, pertencente à corrente sufi de pensamento e ação. Participou em diversos cargos políticos na época do rei Zaher Shah e sofreu o exílio quando a invasão soviética do Afeganistão. Foi embaixador na Arábia Saudita, no Iraque e nos EE.UU. Apresento aqui um poema (O pranto da Estátua) escrito em 1978, quando partiu da Alemanha para os EE.UU. O poema está escrito originariamente em

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