Categoria "Poesia"

🔍Leia o artigo completo Entrevista à poeta portuguesa Marília Miranda Lopes: “entendo a Arte como processo avassalador constante que tende a provocar fendas para construir outra coisa”

Entrevista à poeta portuguesa Marília Miranda Lopes: “entendo a Arte como processo avassalador constante que tende a provocar fendas para construir outra coisa”

0 comentários 🕔09:00, 14.Ago 2017

Marília Miranda Lopes nasceu no Porto, a 22 de Maio de 1969. Formou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade da cidade onde nasceu. É professora prossionalizada de Língua Portuguesa do Ensino Secundário e formadora pelo Conselho Cientíco-Pedagógico de Formação Contínua nas áreas das Didácticas Especícas e das Ocinas de Escrita - Poesia e Teatro. Foi bolseira dos Serviços de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, ao abrigo do programa "Dramaturgia

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🔍Leia o artigo completo “Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

“Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

0 comentários 🕔15:36, 02.Ago 2017

        VERSO LIVRE Uma vez sonhei alguém a me fazer rir só de olhar para mim. Um dia imaginei que andava pela rua e inventava um verso. Um dia inventei um verso e sonhei que tinha a quem dar-lho. Ele continuou andando. Vivendo. Comendo. Mas o verso era mais impaciente a cada noite. Nervoso. Dando-me pontapés na barriga. Dando-me mais e mais palavras. Como se estivesse esperando por algo que nunca chegava, Ele chutava cheio de raiva. Agora o verso está a nadar na minha barriga. De novo

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🔍Leia o artigo completo «O teu corpo a oriente e a ocidente», de Pedro Casteleiro

«O teu corpo a oriente e a ocidente», de Pedro Casteleiro

0 comentários 🕔11:30, 28.Jul 2017

A vontade da Deusa, da Grande Mãe ou da Amada Eterna presidem o livro. Não se admirem, leitoras e leitores, se este livro semelha à vez moderno e antigo. Porque há cousas que não mudam embora nunca ofereçam a mesma figura, como factos diversos sob os quais subjazesse um único gesto divino. Falarmos em termos de espírito é, todavia, raro nestes tempos. Somos velhas vítimas do autoritarismo eclesiástico e não se torna fácil trazer para a

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🔍Leia o artigo completo Amazona, escultura de Nando Pereiro e poema de Ramiro Torres

Amazona, escultura de Nando Pereiro e poema de Ramiro Torres

0 comentários 🕔10:30, 21.Jul 2017

AMAZONA Volta para o fulgor, irrompe a amazona desde a pureza da sua ilimitação, candente o mundo na entranha alta do poema onde sangram as formas e irrigam o visível com o seu fulgor estranho ao tempo, auscultando a vida na entranha absoluta que dança na luz e lança os seres até a sua plenitude.

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🔍Leia o artigo completo «Corpo», por Diego Q. S.

«Corpo», por Diego Q. S.

0 comentários 🕔09:00, 19.Jul 2017

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🔍Leia o artigo completo “O artista não é um criador…”

“O artista não é um criador…”

0 comentários 🕔09:00, 27.Jun 2017

O artista não é um criador é antes um descobridor de essências. E nesta operação ele combate com a mesma técnica dos deuses: a explosão. A arte assusta demasiado como uma bola pequena de berlinde a rolar num espaço vasto. O artista não pode ser criador, para que fosse era necessário um inferno e um paraíso simultâneo sem qualquer espécie de divisão entre ambos. Nem eu compreendo bem esta metafísica. A criação: a dita e

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🔍Leia o artigo completo Entrevista a Maria João Cantinho: “A poesia é para mim uma forma de respirar”

Entrevista a Maria João Cantinho: “A poesia é para mim uma forma de respirar”

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Nasceu em 1963, em Lisboa e viveu a sua infância em Angola. Regressou em Fevereiro de 1975 e estudou na Universidade Nova de Lisboa, onde se licenciou em Filosofia, realizou dissertação de mestrado (tendo publicado o livro O Anjo Melancólico a partir da dissertação) e se doutorou, em Filosofia Contemporânea, com a tese Walter Benjamin, Messianismo e Revolução: a História Secreta. Actualmente é professora no Ensino Secundário e foi Professora Auxiliar no IADE (Creative University

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🔍Leia o artigo completo Chuva (micropoemas)

Chuva (micropoemas)

0 comentários 🕔09:30, 23.Jun 2017

Estes 23 micropoemas têm uma inspiração americana e foram escritos durante o mês de maio de 2017, com a lembrança em Quito, mas a cabeça n’A Mancha. A seguir, os textos: (1) para a sobremesa, delusão com pingas de melancolia... (2) apreendeste-me a chorar, ensina-me a chover (3) éramos planetas hoje apenas órbitas (4) queres que eu te leia mas toda tu és lenda as tuas células, palavras (5) acariciar galáxias ou navegar-te nua? não há diferença (6) amar-te é pronunciar-te minha língua materna (7) se te encontrar, é porque te perdi se eu te perder, não me encontraria (8) meço

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🔍Leia o artigo completo <em>Tem que ser navegando a longa noite</em>, texto de Maria João Cantinho na entrega do Prémio Glória de Sant’Anna 2017

Tem que ser navegando a longa noite, texto de Maria João Cantinho na entrega do Prémio Glória de Sant’Anna 2017

0 comentários 🕔09:00, 19.Jun 2017

Quem é o terceiro que sempre caminha a teu lado? Quando conto, só estamos tu e eu Mas quando olho pela estrada branca acima Há sempre alguém a caminhar junto de ti Envolto em manto castanho, e embuçado Não sei se será homem ou mulher – Mas quem é esse do outro lado de ti?  T. S. Eliot, A Terra Devastada Quero, desde já, agradecer. Em primeiro lugar, ao júri e à família da poeta Glória de

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🔍Leia o artigo completo “Pedras sagradas”

“Pedras sagradas”

0 comentários 🕔11:30, 12.Jun 2017

        Não te prendas ao aspeto exterior formal da palavra. Aquele que bebeu o cálice não pode participar da falsa liturgia profana. Sendo um vaso de eleição, insigne como te tens tornado abandonarás o mundo da desdita, os sonhos e a fama quando a luz eucarística desça sobre ti em forma de pomba ou Hansa. Penetrando todos teus veículos acharás finalmente teu Awen. Somente quando a pedra cúbica for lavrada com a filosofia da alma as assas do amor crescerão qual grinaldas, nas costas dos adaptados. Assim dizem as lendas, assim os grandes

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