Categoria "Tradução"

🔍Leia o artigo completo Poemas de Carolina Bustos Beltrán

Poemas de Carolina Bustos Beltrán

0 comentários 🕔11:15, 10.Nov 2017

GENTE NORMAL / GENTE BANAL Sentas-te à frente de três raparigas, todas com o mesmo computador cinzento da maçã branca. Dizes que cómodas são as nossas vidas. Fora faz frio, aqui calor, bebemos café, conectamo-nos ao WIFI. É um momento aparentemente feliz. Uma delas sente-se satisfeita, o seu namorado envia-lhe mensagens, ela carinhas felizes e talvez ele lhe tenha dito uma ou outra coisa coquine. Deve terminar uma dissertação ou um TD para alguma aula de direito em Assas e às 5 da tarde

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🔍Leia o artigo completo Tara Skurtu: “Um poema de resistência”

Tara Skurtu: “Um poema de resistência”

0 comentários 🕔11:35, 13.Out 2017

        Um poema de resistência Além do vidro, um ensanguentado rolo de gaze desvela poesia tecida com arames vertida do cabo de uma vassoura. Sozinho numa cela, um homem talvez infligisse o Código Morse na sua coxa, alimentando uma possível hipótese a outros homens daquele bloco. Caminho na direcção da lúgubre cela de luliu Maniu´s no chão, uma amassada malga de alumínio e uma colher, um balde, um copo. Uma cama sem colchão, e um uniforme listrado em dobra no pé. Numa cela ali está agora A

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🔍Leia o artigo completo “Amarquia”, por Rosalia Rodríguez

“Amarquia”, por Rosalia Rodríguez

0 comentários 🕔14:31, 23.Ago 2017

        AMARQUIA Desperdiçar meu tempo contigo Abraçar-me ao teu mar na tempestade Ou na calma. Mergulhar até atravessar as areias movediças. Investigar os campos ou os desertos Os céus ou os infernos. Tornar-me etérea na Amarquia dos nossos beijos. Tua língua batendo nos meus sentidos: A dor mais bela já criada. Quinhentos fogos de néon. E mil e uma palavras cheias de tremores Atravessar a fogueira Sem ter medo. Medo Saltar a linha que separa a terra do mar. Cair na sua imensidão: Tempestade após a calma E chorar E morrer E nascer. Mudar a pele, E cortar-me

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🔍Leia o artigo completo “Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

“Verso livre”, por Rosalía Rodríguez

0 comentários 🕔15:36, 02.Ago 2017

        VERSO LIVRE Uma vez sonhei alguém a me fazer rir só de olhar para mim. Um dia imaginei que andava pela rua e inventava um verso. Um dia inventei um verso e sonhei que tinha a quem dar-lho. Ele continuou andando. Vivendo. Comendo. Mas o verso era mais impaciente a cada noite. Nervoso. Dando-me pontapés na barriga. Dando-me mais e mais palavras. Como se estivesse esperando por algo que nunca chegava, Ele chutava cheio de raiva. Agora o verso está a nadar na minha barriga. De novo

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🔍Leia o artigo completo Dupla homenaxe a Antonio Gramsci e Primo Levi

Dupla homenaxe a Antonio Gramsci e Primo Levi

0 comentários 🕔10:30, 17.Jul 2017

O 27 de abril de 1937, despois de once anos nos cárceres fascistas, morría o secretario xeral do Partido Comunista de Italia, Antonio Gramsci, polo que este ano conmemórase o 80 aniversario do seu pasamento. Cincuenta anos despois, case día a día, o 11 de abril de 1987, suicidábase (?) o escritor, resistente antifascista, de orixe xudía e supervivente da Soah (estivo internado en Auschwitz durante uns 11 meses; dos 650 italianos que enviaron con

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🔍Leia o artigo completo A guerra de España: escritores e escritura nos Estados Unidos, por Robert Sayre

A guerra de España: escritores e escritura nos Estados Unidos, por Robert Sayre

0 comentários 🕔11:00, 12.Jul 2017

Robert Sayre Revue française d’Études Americains, vol. 55, nº 1, 1993, pp. 43-55 Se está claro que os anos trinta dos escritores «comprometidos» implican dúas fases distintas, tamén o está que a guerra civil que desgarrou España entre 1936 e 1939 constitúe un dos acontecementos decisivos, senón o acontecemento-clave, na segunda fase. A primeira fase ve desenvolverse unha escrita politizada, cuxo núcleo duro será e literatura denominada «proletaria» ou «revolucionaria», baixo a influencia dun partido comunista no

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🔍Leia o artigo completo <em>O Pranto da Estátua</em> por Khalillulah Khalili

Featured O Pranto da Estátua por Khalillulah Khalili

0 comentários 🕔10:30, 06.Abr 2017

Khalilulah Khalili (1907-1987) foi um dos grandes poetas afegãos do século vinte, pertencente à corrente sufi de pensamento e ação. Participou em diversos cargos políticos na época do rei Zaher Shah e sofreu o exílio quando a invasão soviética do Afeganistão. Foi embaixador na Arábia Saudita, no Iraque e nos EE.UU. Apresento aqui um poema (O pranto da Estátua) escrito em 1978, quando partiu da Alemanha para os EE.UU. O poema está escrito originariamente em

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🔍Leia o artigo completo Formamos un equipo triste. Notas sobre Günther Anders e Theodor W. Adorno (II), por Christopher David

Formamos un equipo triste. Notas sobre Günther Anders e Theodor W. Adorno (II), por Christopher David

0 comentários 🕔09:15, 03.Abr 2017

PRIMEIRA PARTE Pódese ser á vez surrealista e conselleiro de Estado? Günthers Anders ▬ Theodor W. Adorno * 27 de agosto de 1963 Caro Adorno, Finalmente acho tempo para responder á carta que me escribiu hai agora dous meses1. Lamento este horríbel retraso, mais non tiña gañas de ditar o que lle estaba destinado ao mesmo tempo que outros cen e é soamente hoxe que teño tempo libre para lle escribir unha verdadeira carta. Si, talvez é bo que algunhas cousas

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🔍Leia o artigo completo Formamos un equipo triste. Notas sobre Günther Anders e Theodor W. Adorno (I), por Christopher David

Formamos un equipo triste. Notas sobre Günther Anders e Theodor W. Adorno (I), por Christopher David

0 comentários 🕔10:45, 27.Mar 2017

Para Gabriele Althaus A vida do moralista non é divertida hoxe. Günther Anders, A Obsolescencia do home. O triste saber do que ofrezo aquí algúns fragmentos a quen é o meu amigo … Theodor W. Adorno, dedicatoria de Minima Moralia. As relacións entre Anders e Adorno situáronse, desde o inicio, baixo o signo do malentendido. Ao principio dos anos 1930, Anders, que xa publicou a súa «Contribución a unha fenomenoloxía da escoita» e un texto titulado «Spuck und Radio» ,

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🔍Leia o artigo completo <em>O conde Oxtiern</em>, obra teatral do Marqués de Sade (e III)

O conde Oxtiern, obra teatral do Marqués de Sade (e III)

0 comentários 🕔08:30, 16.Mar 2017

PRIMEIRA PARTE SEGUNDA PARTE ACTO TERCEIRO O Teatro representa o xardín da pousada ESCENA PRIMEIRA O día vai caendo lentamente, de maneira que o teatro ficará na máis completa escuridade. OXTIERN, DERBAC O principio desta escena ten un ritmo lento e misterioso. DERBAC: É para falar contigo no maior secreto, caro conde, que che roguei que baixases un momento ao xardín. Hai demasiados movementos nesta casa; desde que chegou o coronel Falkenheim, Ernestine encerrouse e non quere ver a ninguén; Amélie anda por

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