A HABITAÇÃO OUTRA
Ao Pedro e à Estefania, ourives violetas.
Pérolas lavradas no coração
Acodem à queimadura trazida
Aos dedos por este relâmpago,
Longe de tudo, sangrante a vida
Fora do tempo, passadas as
Rotas às ilhas presentes em redor.
Desconhecer aqui as minhas roupas
É o meu dever: não tenho pátria
Senão for este espelho aberto,
Com linhas de fuga ao começo
De um canto a se confundir por
Toda a parte com um habitar outro.
R. T. – 01-2008
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